segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não tão benquisto bem-querer



Nas vias tortas do que é poesia

Caminha cambaleante meu querer

Pelo desengano entorpecido.


Segue errante pelas ruas,

Trôpego equilibrista de meio-fio,

Garrafa cheia de desilusão

Olhos baços vazios.


Vaga desorientado

Pelo acostamento da vida

Pedindo carona a quem mais distante for.


Meu bem-querer

Ferido, magoado, busca sofregamente,

Nas promessas oblíquas do amanhã,

Esperança paliativa para o vazio do presente.


Meu bem-querer,

Puro, desinteressado,

Amorosamente doado,

Tem por destino a solidão.

3 comentários:

  1. Nossa Cissa, Como faz pra escrever tão bem assim? *-*
    Ameeei.

    Beijo

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  2. Adorei o poema. Estou maravilhado! Realmente é uma delícia poder ler seus textos.

    Leonam Sandes

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    1. Delicioso é poder ler a opinião de vocês, é saber que há gente talentosa que reserva um tempinho para passar por aqui e olhar pelo caleidoscópio. Isso alegra meu coração.
      Obrigada, queridos!
      Abraços

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