domingo, 8 de maio de 2011

Perigo cadenciado






O Perigo flerta com você.
Ele te envolve, não sai da sua cabeça, te faz sentir arrepios.
Cria armadilhas pra te conquistar, viciar, seduzir. Como a dança.
Instigante, sensual, divertida...

Às vezes é uma Valsa, que com ocasionais rompantes de energia faz o estômago saltar, a cabeça rodopiar e finaliza tudo com o pouso suave do alívio.

Outras, por ser altamente inflamável, extremamente malicioso e causar uma sensação momentânea de cumplicidade, ele pode se encaixar, agarradinho, à cadência do Forró.

Por vezes, com sensações alucinadas, fazendo o coração sair pela garganta, tornando os ouvidos surdos aos conselhos, impregnando o corpo de energia e frenesi, o Perigo pode ser meio Rock’n Roll.

Ele pode ser um Tango. Carnal, elegante, ardente. Um encanto obscuro que ronda sutilmente, seduzindo a vítima incauta que se abandona em seus braços em completa luxúria.

Incrivelmente, o perigo pode ser romântico, um tanto suave, delicado. Atrair lentamente, com carícias ritmadas, com o leve frisson da paquera. Como uma dança entre espíritos, na languidez apaixonada de um Bolero.

Ah, o Perigo atrai!
E quando ele te seduz você não há nada ao seu redor além do som, do movimento, da sensação. Você esquece o mundo, o palco, os jurados e a plateia.

Você aceita o flerte, sorri convidativa para o Perigo... E cai na sua pior armadilha: está apaixonada, envolvida dança... Nesse momento ele te torna cativa do som, te escraviza com seus próprios passos.
Nesse momento você perde o ritmo, cai no palco.
E o Perigo recebe todos os aplausos.

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