sábado, 28 de maio de 2011

Como surgiu o Caleidoscópio








Hei, pessoas! Hoje resolvi aparecer de uma maneira mais "professoral".
Lesada que sou, só descobri agora (depois de um ano de posts, ¬¬') como ver os principais temas procurados pela galera que acessa o blog.

E não é que o povo quer saber COMO surgiu o caleidoscópio?
Não o blog. A coisa.
Digo, o artefato, o objeto, o canudinho de imagens felizes.

Pois, aproveitando que meu computador acordou de bem com a vida, vou fazer um breve post esclarecendo isso.

**ONDE, COMO, QUANDO, POR QUÊ?

O Caleidoscópio surgiu na Inglaterra em 1817, criado pelo físico escocês Dawid Brewster . E, amigos, deixa eu falar uma coisa: o tio Dawid não era exatamente um cara econômico, se é que vocês me entendem.


O lindo fez o primeiro caleidoscópio com pérolas e pedras preciosas, ao invés dos humildes vidrinhos coloridos que usamos hoje em dia.

Dawid criou o caleidoscópio com fins de estudo científico, mas ele acabou sendo visto durante muito tempo como um brinquedo caro e muito chiquetoso.

Hoje em dia ele é usado para definir padrões de desenho, o que deve deixar o titio mais ou menos satisfeito.



**MAS POR QUE ESSE NOME CHEIO DE ONDA?

Tio Dawid era um cara que tinha sacada, pessoas.
Ele uniu as palavras gregas kalos (=belo), eidos (=imagem) e scopéo (=vejo, formando algo que se traduz mais ou menos como “vejo belas imagens”.
*Digo mais ou menos porque AINDA não falo grego.



**E O QUE É UM CALEIDOSCÓPIO, TIA CISSA?

Amizade, se você não sabe o que é... Bom, só posso lamentar pela sua infância trágica, sem vida e cor e luz e...

Brinks! *lamento mesmo, mas sem sacanagem.

O Caleidoscópio é, basicamente, um pequeno tubo de cartão ou de metal, com pequenos fragmentos de vidro colorido e pequenos espelhos inclinados.
Chato?
Sem graça?
Banal?
SERIA, se não fosse a maravilha da luz!

Através dos reflexos da luz nos espelhos, surgem combinações de imagens que variam a cada movimento. É muito lindinho! *-*



A variedade de imagens, a facilidade de mudar de uma coisa para outra totalmente diferente, a beleza abstrata que se forma no caleidoscópio...Assim, acho que dá pra entender o motivo pelo qual dei esse nome ao meu blog.

E porque eu gosto de coisas coloridas. *Daí a viadagem desse post papagaiado.

Beijos Kids, até o próximo post!


*Só pra constar, apesar de ser um ÁS da história (RÁ! té parece), essa daí eu não conhecia.


Achei as informações em:










sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sem Fronteiras




Eu realmente, simplesmente, imutavelmente, inegavelmente, irreversivelmente gosto de escrever. Tomar notas, registrar idéias, rabiscar palavras de compleição perfeita...
É uma sensação sem igual ver letras soltas transformando-se em palavras, e palavras planas transmutando-se em vida, em sangue pulsante correndo nas veias da arte escrita.
O ato de lapidar os verbos, de trabalhar as expressões, gera um prazer único e inigualável, não importando a forma dessa ação.

Não há diferença entre papel pautado, folha A4, bloco de desenho, guardanapo ou computador. À bem da verdade, não me incomodaria escrever nas paredes, no chão ou manobrar o punção em placas de metal, se preciso fosse.
A urgência anula a protestação.

Pouco importaria estar sob a claridade débil do celular, ou sob a luz dos holofotes, do sol, da lua, de um eclipse ou pisca-pisca natalino.
De fato, a escuridão sequer chega a ser empecilho para minha atuação, tal é a força imperativa da necessidade de historiar.

Escrever é um vício desesperador, algo incontrolável e imprescindível! É um sofrimento divino, uma dependência gloriosa, que após me atirar ao abismo das idéias incompletas, me resgata com o milagre da combinação perfeita, a totalidade da palavra rara.
É algo extraordinário, imprevisível e fatalmente necessário.
Não há escapatória: eu amo escrever.
Em qualquer situação.
Em casamentos, funerais, concursos de beleza, safáris, desfiles de moda, escaladas, rodízios de pizza e, quando possível, em queda-livre, no céu.

Eu preciso de verbos, complementos, adjetivos, advérbios e substantivos. Preciso encontrar rimas raras que reparem a pobreza das minhas expressões.
A necessidade de escrever é tamanha que por vezes comer e respirar tornam-se atividades secundárias e supérfluas.

Porque quando eu escrevo minha mente é terra de ninguém. É um país sem governo, a água livre do córrego, um andarilho que não respeita fronteiras, uma fera instintiva e indomável.
Porque à medida que a caneta corre no papel, com seu ritmo cadenciado coordenado pela intensidade do pensamento, tudo, absolutamente tudo, pode acontecer.
Como se a escrita transformasse a ilusão em algo mais palpável. Como se fizesse do sonho algo menos abstrato.

Quando eu escrevo, o sentido da palavra “liberdade” se faz entender. Ela se torna algo concreto, que não povoa somente a minha imaginação, mas está ali, desenhada com suas formas lindas, traçada em letras vivas...
Quando eu escrevo minha mente vai além...
Outra vida, outro cosmos, outro ser!
E tudo mais se transforma em uma bobagem, uma irrelevância.
Meros coadjuvantes da arte máxima, da mais sublime explanação de sentimentos...
A escrita.




*Apesar da ausência de posts, a necessidade anda me consumindo mais que o normal.

domingo, 8 de maio de 2011

Perigo cadenciado






O Perigo flerta com você.
Ele te envolve, não sai da sua cabeça, te faz sentir arrepios.
Cria armadilhas pra te conquistar, viciar, seduzir. Como a dança.
Instigante, sensual, divertida...

Às vezes é uma Valsa, que com ocasionais rompantes de energia faz o estômago saltar, a cabeça rodopiar e finaliza tudo com o pouso suave do alívio.

Outras, por ser altamente inflamável, extremamente malicioso e causar uma sensação momentânea de cumplicidade, ele pode se encaixar, agarradinho, à cadência do Forró.

Por vezes, com sensações alucinadas, fazendo o coração sair pela garganta, tornando os ouvidos surdos aos conselhos, impregnando o corpo de energia e frenesi, o Perigo pode ser meio Rock’n Roll.

Ele pode ser um Tango. Carnal, elegante, ardente. Um encanto obscuro que ronda sutilmente, seduzindo a vítima incauta que se abandona em seus braços em completa luxúria.

Incrivelmente, o perigo pode ser romântico, um tanto suave, delicado. Atrair lentamente, com carícias ritmadas, com o leve frisson da paquera. Como uma dança entre espíritos, na languidez apaixonada de um Bolero.

Ah, o Perigo atrai!
E quando ele te seduz você não há nada ao seu redor além do som, do movimento, da sensação. Você esquece o mundo, o palco, os jurados e a plateia.

Você aceita o flerte, sorri convidativa para o Perigo... E cai na sua pior armadilha: está apaixonada, envolvida dança... Nesse momento ele te torna cativa do som, te escraviza com seus próprios passos.
Nesse momento você perde o ritmo, cai no palco.
E o Perigo recebe todos os aplausos.