terça-feira, 26 de abril de 2011

Idiotice & Estupidez


Antes de colocar o desafio, um pequena explicação e um pedido de desculpas.
Eu tava em processo de mudança, gente. Fiquei sem net, sem telefone, essas coisas todas. =/
Desculpa pelo abandono, foi totalmente sem querer.

Agora, vamos ao oitavo desafio que consiste em Fazer um monólogo de um personagem do seu texto/livro mais conhecido na NRA..




––Mas que idiota! –Resmunga para a tela do notebook. ––Não! Impossível! Ela não pode ser tão idiota assim. É mentira. Eu não posso ter me apaixonado por alguém tão estúpido!

Ele mastiga as ofensas enquanto deixa o notebook na poltrona e recomeça a andar de um lado para o outro.

––“Quem ama compreende!” –Sua voz falseou em uma imitação tosca do tom dela. ––“ Não tente aliviar a sua consciência com mentiras superficiais.” E tem a petulância de me chamar de mentiroso! – Sua voz sobe algumas oitavas, atraindo olhares de estranhos. ––Quem ama luta pelo que quer, corre atrás! Quem ama explode a droga do mundo e luta com malditos exércitos se for preciso! “Essa foi minha única decisão: partir e proteger você” Ela escreve. Rá! – Bufa, revirando os olhos de desdém. ––Como se eu precisasse de proteção! Como se eu precisasse me esconder atrás de todo aquele 1,57m de músculos. –Debocha, irado. ––O que eu sou? Uma criança? Um inválido? Um maldito saco de batatas fritas?

Sua carranca se torna mais sombria e ele volta a se largar na poltrona, o cenho pesado como uma gárgula.

––E ela? Quem vai protegê-la? Aquela estúpida inconsequente!

Balança a perna, claramente agitado. Olha para a página do e-mail.
Clica com força em “responder”.

––Eu queria fazê-la chorar! Era isso que eu queria! Que ela chorasse um terço do que eu chorei naquela droga de tarde infeliz. –Resmunga para a tela. ––Queria inventar uma mentira dolorosa. Ela não me chama de mentiroso? Podia inventar uma pessoa em minha vida... O “amor” dela compreenderia isso?...– Se interrompe, a expressão de choque debochado. ––Mas o que eu estou falando? “Quem está sendo idiota agora, Evans?” Eu quase posso ouvi-la dizer. E tem razão. Eu sou um idiota. Um babaca idiota.

Olha para a página ainda em branco e balança a cabeça, indeciso.

––Não. Eu não quero fazê-la chorar. Eu sou mesmo um idiota completo, afinal.
Apaixonado pela garota mais estúpida do planeta. –Sorri tristemente para a tela.––Eu quero olhar feio para ela e ouvi-la me chamar de “gárgula de Nortre Dame”. Quero debochar dela, soltando maldições furiosas no meu tom mais irritado. Quero chama-la de estúpida, infantil e irritante. Lhe dar uns cascudos. Dizer que ela não sabe nada sobre o amor ou sobre a vida. Que é uma mimada, teimosa, encrenqueira... E então beijá-la. E fazer as pazes com uma ou duas frases românticas antes de recomeçar a debochar. Porque ela me transformou em um ridículo e patético romântico, dependente do veneno verde do seu olhar.

Ele suspira, os ombros arriando em sinal de cansaço. Começa a digitar rapidamente.
Ergue o olhar para o painel.

––Hora de ir para o portão de embarque. –Constata após enviar o e-mail. ––Ok, Moráin. Não me interessa nem um pouco o que você acha sobre minha capacidade de autoproteção. Vou enfiar na sua cabeça, de uma vez por todas, que você não está e não precisa ficar sozinha. Suas idiotices sobre magia e guerreiros assassinos não vão me impedir de ir até você e lhe dar uns bons cascudos.

Ele caminha para o portão de embarque do voo 1453 com destino a Irlanda.

–– Não importa o quanto eu te ame, Moráin. Você ainda é a pessoa mais estúpida que eu conheço.

Devon Evans, personagem de Profecias Nebulosas e A Impenetrável Escuridão.

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