quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Indigência Poética




Minhas rimas são tão pobres
Que até a miséria tem compaixão
Desse peito angustiado
Onde se esconde um coração

É tão triste e desamparado
Esse meu coração pungente!
Ele geme, machucado,
Por uma saudade latente

Dessas rimas incompletas,
Imperfeitas ao olhar,
Que tanto o fazem sofrer
Quanto o fazem palpitar.

Não as comove o meu desespero,
Ficam surdas aos meus ais,
Não atendem aos meus apelos,
Levam consigo minha paz.

Se eu, contudo, não vivesse
Nessa indigência completa
Onde haveria espaço
Para uma alma de poeta?

2 comentários:

  1. Meu Deus! Achei que estava lendo um poema de Florbela Espanca! Liiiiiiiiiindo!

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  2. Nhoim, Theeeeus! Obrigada!
    Que elogio UUUUULTRA elogioso! Florbela! *-*
    Flutuei agora!
    ^^

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